2424/7 Coach

Alpha · grátis até 31 de dezembroReviews independentes de provas e guia de treino. Sem afiliação com The IRONMAN Group ou Challenge Family: os nomes das provas são usados de forma descritiva.

Síntese de IA com fontes · 4 min · edição 2027

A bike de Puerto Varas: 90 km rolling até Ensenada, com o vento como variável real

Ida e volta pela Ruta V-69 com 766 m de ganho de elevação, vulcão Osorno ao lado e rajadas de sudoeste: como definir potência e plano de chuva.

O percurso em resumo

90 km de ida e volta pela estrada para Ensenada (Ruta V-69), 766 m de ganho de elevação segundo o dado oficial (2.513 ft). Não é uma bike plana e não é uma bike de escaladores: é um percurso rolling clássico, onde se perde tempo arrancando e se ganha mantendo potência constante.

A estrutura é fácil de ler: os primeiros ~10 km correm relativamente planos ao longo do Lago Llanquihue, depois a estrada curva para o interior e começa a subir suavemente, com vistas cada vez mais amplas e o vulcão Osorno à direita durante boa parte do trajeto. Perto de Ensenada a região é rural, tranquila e com pouco tráfego segundo a descrição oficial. O terreno alterna lago, colinas onduladas e bosques.

Um dado precisa ser dito logo: uma fonte editorial independente reporta 833 m de ganho contra os 766 m oficiais. A diferença não muda a estratégia, mas não espere um percurso "quase plano" como alguém poderia sugerir.

O vento: a variável que decide o dia

Dados históricos não oficiais indicam vento médio em torno de 14 km/h com rajadas de até 47 km/h, predominantemente de sudoeste. Significa que, num ida e volta, há uma direção em que você vai pedalar contra o vento ou com vento lateral. Vários conteúdos publicados após a edição 2026 destacam explicitamente os 90 km "com vento" como elemento característico da etapa.

O que fazer, na prática:

  • Decida antes a potência alvo e respeite-a nos falsos planos: contra o vento a velocidade cai, a potência não. Perseguir a velocidade é o erro clássico.
  • Teste as rodas em condições de vento antes da prova. Com rajadas de até 47 km/h, um perfil alto na frente pode virar um problema de pilotagem, não só de watts.
  • Não queime a volta: se a ida foi com vento a favor, o retorno para Puerto Varas será o trecho duro. Guarde margem.

Pacing: três blocos mentais

1. Km 0-10, beira do lago plana. Pernas frias, talvez molhadas do lago, ar que pode estar perto das mínimas (as mínimas oficiais são 2 °C). Aqui se aquece o motor, não se faz prova. 2. Subida suave até Ensenada. É o trecho para controlar a potência em vez de dar sprint. Estude no perfil de altimetria onde ela começa e marque ali o primeiro check: se estiver acima do alvo, reduza na hora. 3. Retorno. Rolling no sentido oposto, possível vento contra, curvas para administrar principalmente se chover. É o trecho que decide com que pernas você começa a meia.

Plano de chuva

Os dados históricos não oficiais apontam chuva provável nesta estação, e na edição 2026 o clima de fato afetou a prova. Então:

  • Confira pastilhas e freios antes do check-in, especialmente se usar rodas de carbono com freios de sapata.
  • Escolha pressões de pneus conservadoras: no asfalto molhado, alguns watts a mais de rolamento valem a aderência nas curvas.
  • Memorize as curvas do retorno para Puerto Varas e faça-as sentado, freando antes.

O que levar na sacola da bike

Com ar entre 2 e 18 °C e saída da água doce fria, a T1 é um ponto crítico: manguitos, colete corta-vento e luvas devem estar na sacola, não na mala. Sair molhado sem camadas com 90 km pela frente é o erro que você paga até a corrida.

A decisão a tomar

Se você tem medidor de potência, esta é uma prova para usá-lo a sério: fixe o alvo, verifique no início da subida para Ensenada, guarde reserva para a volta. Se não tiver, use a frequência cardíaca com um teto rígido nos primeiros 30 km. E nos dois casos: faça pelo menos um treino longo em condições de vento e um na chuva antes de viajar para o Chile.